Limites, pausas e autoexclusão dentro da conta

Esta página trata de procedimento, não de motivação. Quem já decidiu travar quer saber três coisas concretas: quando é que o pedido produz efeito, o que acontece ao dinheiro que está na conta e o que se perde pelo caminho. É por aí que começamos. O registo nacional português, que funciona noutro plano e cobre outros operadores, fica para o fim, e o enquadramento mais amplo está em jogo responsável.

Quando cada pedido produz efeito

PedidoEfeito imediatoQuando apertaComo termina
Baixar o limite de depósitoSimAo ser confirmadoSó com novo pedido de subida
Subir o limite de depósitoNãoApós período de reflexãoCancelável durante a espera
Limite de perdaSim, para o período em cursoAo ser confirmadoRenova-se no período seguinte
Limite de sessãoSimNa sessão seguinteAlterável a qualquer momento
Pausa temporáriaSimAo ser confirmadaExpira sozinha; não se levanta a pedido
Autoexclusão junto do operadorSimAo ser confirmadaNão é reversível a pedido

A assimetria entre baixar e subir um limite não é um defeito do sistema: é o desenho. Travar é imediato porque a decisão é tomada com clareza; soltar espera porque a decisão de soltar costuma ser tomada num estado diferente. Ninguém precisa de esperar para se proteger; toda a gente espera para se desproteger.

O que acontece ao dinheiro

É a pergunta mais frequente e a que menos aparece escrita. Três regras cobrem quase todos os casos.

O que fica registado, e onde

Um pedido de autoexclusão não apaga a conta. O operador é obrigado a conservar os dados de identificação e o histórico de transações pelos prazos legais de prevenção do branqueamento de capitais, e é precisamente essa conservação que permite reconhecer, mais tarde, uma tentativa de abrir uma segunda conta com o mesmo documento. Apagar tudo tornaria a autoexclusão inaplicável.

Na prática isto significa duas coisas. A primeira: pedir a eliminação dos dados pessoais e pedir autoexclusão são coisas diferentes e, em parte, incompatíveis — os direitos previstos no regime de proteção de dados cedem perante obrigações legais de conservação, tema tratado em privacidade e dados pessoais. A segunda: comunicações comerciais devem cessar imediatamente, e a sua continuação é, por si só, motivo de queixa, com o percurso descrito em apresentar uma queixa.

Escolher o instrumento certo

A escala é gradual e vale a pena não saltar diretamente para o fim. Um limite de depósito serve quando o problema é o valor. Um limite de perda serve quando o valor entra pouco mas roda muito, porque os ganhos reinvestidos não passam pela porta de entrada. Um limite de sessão serve quando o problema é o tempo e não o dinheiro. Uma pausa serve quando jogar deixou de ser agradável mas uma medida definitiva parece excessiva — e a sua utilidade está exatamente no facto de não poder ser levantada a pedido, porque o apoio ao jogador não tem poder para a anular. Se tivesse, deixaria de ser uma pausa e passaria a ser uma sugestão.

A autoexclusão junto do operador é o instrumento mais pesado desta lista: conta-se em meses ou anos, encerra o acesso em vez de o suspender e não se desfaz a pedido. Terminado o prazo, a maioria dos operadores não reabre a conta automaticamente — é preciso um acto deliberado, muitas vezes com nova espera.

Alcance: onde este travão acaba

Uma autoexclusão pedida a um operador vale para esse operador e, quando existe, para o grupo que o detém. Não se estende ao resto da oferta disponível na internet, e é essa lacuna que os registos nacionais existem para fechar.

Em Portugal esse registo é o RAMJ, gerido pelo SRIJ — Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos. Pede-se com Cartão de Cidadão ou Chave Móvel Digital e abrange de uma só vez os operadores que constam da lista pública do regulador. O Ezz não consta dessa lista, porque trabalha ao abrigo de licenciamento internacional: uma inscrição no RAMJ, por isso, não bloqueia o acesso a esta plataforma. Quem procura uma barreira sólida precisa de somar os dois planos e acrescentar-lhes uma terceira camada — o bloqueio de categorias de comerciante disponível em vários bancos portugueses, que atua antes de o dinheiro sair da conta bancária.

Antes de confirmar

  1. Levantar o saldo real disponível, para não deixar dinheiro parado numa conta a que se deixa de aceder.
  2. Verificar se há promoções em curso e aceitar que o progresso de rollover se perde.
  3. Fotografar ou guardar em ficheiro a confirmação do pedido, com data e hora — é a prova que resolve qualquer discussão posterior.
  4. Desactivar sessões guardadas no navegador e no telemóvel, para que o encerramento não dependa apenas do lado do operador.
  5. Configurar, no mesmo dia, o bloqueio bancário e o bloqueio no aparelho. Sozinhas, as ferramentas de uma conta cobrem uma conta.

Quem sentir que precisa de apoio para além destas ferramentas tem em Portugal a Linha Vida, no 1414, e o SICAD, ambos gratuitos e confidenciais, com as referências reunidas em jogo responsável.

Ver o Ezz