Tipos de aposta: simples, múltipla, sistema e handicap

A entrada, a odd e o retorno bruto

Antes dos formatos convém fixar a mecânica do dinheiro. A entrada é o valor que sai do saldo no momento da confirmação. A odd, em formato decimal, multiplica essa entrada e devolve o retorno bruto, com a entrada já incluída. O ganho líquido é a diferença entre os dois. Uma entrada de €12 a 1,75 devolve €21 em caso de acerto: €9 de ganho e €12 que regressaram. Perdendo, o retorno é zero e o prejuízo é exatamente a entrada — nunca mais do que isso numa aposta simples.

A aposta simples

Cobre um resultado só e liquida-se com esse resultado. É o formato em que os dois números que interessam — quanto se arrisca e quanto se pode receber — estão visíveis antes de confirmar, sem dependências. Para quem está a construir um registo de apostas e quer perceber se as suas leituras valem alguma coisa, é o único formato que permite avaliar cada decisão isoladamente. Tudo o resto são combinações construídas a partir daqui.

A múltipla e o que ela custa em silêncio

Na múltipla as odds das seleções multiplicam-se entre si e o boletim só paga se todas acertarem. Três seleções a 1,55, 1,70 e 1,65 produzem uma odd combinada de cerca de 4,35: uma entrada de €10 devolveria €43,50. O retorno parece desproporcionado face ao risco de cada seleção — e é essa impressão que o formato explora.

O que não está no ecrã é a probabilidade conjunta, que encolhe a cada seleção acrescentada, e a comissão da casa, que está embutida em cada uma delas e se acumula ao longo da combinação. Uma seleção falhada apaga o boletim inteiro, mesmo que as outras estivessem certas. Curtas e ocasionais, as múltiplas são um acessório; longas e diárias, são a forma mais rápida de gastar um orçamento.

Handicap asiático e over/under

O handicap asiático atribui uma vantagem virtual em golos e elimina o empate como saída. As linhas de quarto dividem a entrada em duas metades, o que produz reembolsos parciais. Um exemplo concreto: €30 numa linha de -0,25 sobre o favorito. Se ele vencer, o boletim paga por inteiro. Se empatar, metade da entrada — €15 — é devolvida e a outra metade perde-se. Se perder, perde-se tudo. É este comportamento intermédio que faz do formato uma ferramenta de risco graduado e não apenas mais um mercado.

O over/under ignora quem vence e mede uma estatística contra uma linha fixada. Uma entrada de €8 no over de 2,5 golos a 1,95 devolve €15,60 com três ou mais golos e nada com dois ou menos. A mesma lógica aplica-se a cantos, cartões, pontos de basquetebol e jogos de ténis — muda a unidade, não o princípio.

Sistema, direto e cash out

O sistema cobre várias combinações de um conjunto de seleções ao mesmo tempo, o que impede que um erro isolado apague o boletim. Em contrapartida, cada combinação conta como aposta autónoma, pelo que o valor total colocado é bastante superior ao de uma múltipla equivalente. É um formato para quem prefere resultados menos extremos e aceita pagar por isso.

As apostas em direto seguem o encontro e obrigam a decidir depressa; a odd pode mudar entre o toque no ecrã e a confirmação. O cash out encerra um boletim antes do fim pelo valor proposto nesse instante, que já desconta a margem — usá-lo por reflexo, sempre que uma vantagem encolhe, transforma boas leituras em ganhos irrelevantes. Todos estes movimentos ficam registados no histórico da conta, com o valor exato recebido em cada liquidação.

Escolher formato sem inventar sistemas

Não existe formato melhor em absoluto: existe um que se ajusta ao que a pessoa consegue avaliar. Um valor por boletim decidido no início do mês, e nunca aumentado a seguir a uma derrota, é a única regra que sobrevive a qualquer escolha de formato. O resto é registo: anotar o que se colocou, a que preço e porquê, e comparar totais ao fim de algumas semanas. Os mercados por modalidade estão em futebol, ténis e basquetebol.

Leia também: Futebol · Ténis · Basquetebol · Críquete · Voltar às apostas desportivas

Ver o Ezz